sexta-feira, março 14

A GRATIDÃO AOS ANTEPASSADOS

 "Tooros": contendo velas acesas e os nome dos falecidos. 
"Para viver feliz, o ser humano precisa manter firme o alicerce da vida, e isso consiste em agradecer ao Kami, aos antepassados e aos pais. Nós viemos a este mundo pelo poder do Kami, através de nossos antepassados e nossos pais, e devemos manter o sentimento de gratidão a eles. A base da vida de uma pessoa mantém-se firme quando ela presta reverencia ao Kami, agradece aos antepassados e é dedicada aos pais." Masaharu Taniguchi
Nós pudemos nascer graças aos nossos pais. E eles também nasceram graças aos seus respectivos pais. Visto isto, podemos compreender que a nossa existência se deve a um grande número de pais e mães que viveram no passado. Nossos pais têm ou tiveram, cada qual, um pai e uma mãe; logo, temos dois avôs e duas avós. E estes também tiveram, respectivamente, um pai e uma mãe; portanto, na geração dos nossos bisavós, eram oito pessoas; quatro pais e quatro mães. Na geração anterior, eram 16, e antes dela eram 32. Dez gerações atrás, eram 1.024 pessoas. Vinte gerações atrás, ultrapassavam a casa dos 1.000.000 (um milhão).

É um número espantoso de pais e mães que pertenceram a uma mesma árvore genealógica e aos quais estamos ligados por sangue. E não devemos esquecer que cada um deles exerceu um papel importante dentro dessa árvore genealógica, pois, se tivesse faltado um deles, não teríamos nascido.

O solo é Kami, as raízes são os antepassados.  Sendo o corpo carnal a projeção da mente, se você estiver nutrindo sentimento de ódio ou ressentimento em relação aos pais, essa atitude mental manifestar-se-á imediatamente no seu corpo carnal. Lembre-se de que
“o solo corresponde ao Kami, as raízes correspondem aos pais, e os ramos e as folhas correspondem aos filhos; para que os filhos (ramos) tenham belas flores e bons frutos, devem amar os pais e cultuar os antepassados”. Masaharu Taniguchi
Por ser filho de Kami, o ser humano é perfeito e completo desde o princípio; não necessita que lhe seja acrescida coisa alguma. Esta é a Verdade fundamental. Se algum espírito vive em dificuldade no mundo espiritual e pensa que, para ser salvo, precisa de um memorial dedicado a ele, é porque está apegado a formas materiais. Tal espírito ainda não se conscientizou da sua natureza divina.

Existem espíritos que ainda não alcançaram a iluminação e continuam presos às sensações da vida terrena; eles sentem fome, dor, carência etc. Devemos ajudá-los, oferecendo-lhes o que eles necessitam. E realizar orações em memória deles, em conformidade com a religião tradicional da família, é um meio de proporcionar lhes paz e conforto.

Devemos orar somente para agradecer aos antepassados, e não como uma condição para sermos felizes. O importante é agradecer somente. Se, na hora de orarmos aos antepassados, o fazemos reconhecendo a existência de espíritos em ilusão, não se torna verdadeira oração de gratidão, por melhor que seja a forma de orar. Ler a Sutra Sagrada diante do altar dos antepassados indubitavelmente é a maior oferenda, o melhor modo de dedicar-lhes orações. 

Mesmo que agradeçamos os antepassados, não basta fazer isso de modo formal, apenas por costume, como colocar oferendas diante do altar e reverenciar, curvando-nos. Devemos fazê-lo com toda a sinceridade, de todo o coração. Oferecer aos antepassados, palavras de agradecimento constitui a mais sublime oferenda que existe.

Referências
TANIGUCHI, Masaharu. Melhore seu Destino Orando pelos Antepassados. 24ª impressão. São Paulo: Seicho no Ie do Brasil, 2009.
KUSUMOTO, Kamino. Alegria de Cultuar os Antepassados. São Paulo: Seicho no Ie do Brasil, 2004.

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