MASAHARU TANIGUCHI

Masaharu Taniguchi imaginou e materializou um movimento filosófico baseados na paz e na verdade espirituais. Em março de 1930 lançou a revista "Seicho no ie", como resultado de anos de busca da verdade, durante os quais pesquisou as maiores religiões e filosofias do mundo.

As palavras de Masaharu Taniguchi, tem transformado a vida de muitas pessoas, fazendo com que elas se conscientizassem da preciosidade de suas vidas e da vida de todos os seres: doenças são curadas, restabelece se a harmonia familiar e manifesta se a capacidade criativa adormecida e os negócios também prosperam. 

Por mais de 50 anos, desde o início da Seicho no ie, Masaharu Taniguchi incansavelmente devotou se à propagação dos "Ensinamentos de Kami", através de publicações, palestras e transmissões radiofônicas, levando Luz à inúmeras pessoas. A palavra japonesa Seicho no ie quer dizer "Lar do Progredir Infinito".

A filosofia de Masaharu Taniguchi encontra se na obra "A Verdade da Vida”, uma coletânea constituída de 40 volumes, além de mais de 400 livros escritos sob inspiração divina. A essência do ensinamento da Seicho no ie é que somente Kami e o mundo da Imagem Verdadeira criado por Kami é realidade, e que originariamente o homem é filho de Kami. 

No mundo da Imagem Verdadeira o homem é criado à imagem de Kami e já possui todas as virtudes de Kami tais como Sabedoria infinita, Amor infinito, Vida infinita, Provisão infinita, Alegria Infinita e Harmonia infinita. Masaharu Taniguchi foi um homem extremamente sábio, um Mestre das definições.

Nascido na cidade de Kobe, no Japão, Taniguchi recebeu uma educação doméstica rigorosa, pois seu pai adotivo era descendente de samurais. Contra o desejo dos pais, que prefeririam que ele fosse se formasse em medicina ou se tornasse militar, ele iniciou em 1911 seus estudos na área de literatura inglesa pela Universidade de Waseda em Tóquio. Paralelamente, estudava também filosofia tanto ocidental quanto oriental e tomou contato com obras de autores como Schopenhauer, Nietzsche e Oscar Wilde, que o levou a refletir sobre os problemas da Humanidade e soluções para as contradições que ele teria constatado. Não chegou a terminar a faculdade. Largou o curso superior por achar injusto que enquanto ele estudava e se tornava alguém na vida, a grande maioria da população mundial se consumia em trabalhos desgastantes e sofridos.

Por essa época, ele pensava que era impossível viver sem matar, pois mesmo ao se tomar um simples copo d'água se assassina as bactérias que ali viviam. Taniguchi chegou a pensar em se suicidar para não matar outras vidas, mas refletiu que mesmo que fizesse isso estaria acabando com uma vida.

Em 1929, depois de muito estudo e contemplação, Taniguchi reportou ter recebido uma revelação divina que o impeliu a apresentar essa nova doutrina à Humanidade, compilada no livro chamado "A Verdade da Vida".  Masaharu Taniguchi sob inspiração escrevia sobre como a vida pode ser destinada a ser harmoniosa e alegre em todos os aspectos reconhecendo no interior somente bons sentimentos, pois o mundo que nos cerca é reflexo de nossa mente.

Em 1935, o Ministério da Cultura japonês classificou a Seicho no ie como religião. A princípio, isso preocupou Taniguchi, que queria que a Seicho no ie atingisse as pessoas de todas as religiões. No entanto, foi isso que salvou a Seicho no ie durante a Segunda Guerra Mundial, pois a filosofia só sobreviveu em nome da liberdade religiosa. 

A partir de 1962, Taniguchi iniciou várias viagens internacionais pela Europa e pelas Américas para divulgar seus trabalhos e revelações pessoalmente, tendo visitado os Estados Unidos por três vezes, e também o Canadá, o México e o Brasil por duas vezes, acompanhado de sua esposa Teruko. Na segunda vez que esteve no Brasil, disse que em sua próxima vida pretendia nascer nesse país. Masaharu Taniguchi faleceu em Nagasaki, aos 92 anos de idade em 1985.

Referências
TANIGUCHI, Masaharu. A Verdade da Vida: Autobiografia. São Paulo: Seicho no Ie do Brasil, 2009. Volume 19.
TANIGUCHI, Masaharu. A Verdade da Vida: Autobiografia (Continuação). São Paulo: Seicho no Ie do Brasil, 2009. Volume 20.
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